Desvendando a filosofia dos alquimistas #2

Parte 2 finalmente

Na parte 1 vimos a história da filosofia grega e seus objetivos, relevando possíveis proximidades com o universo dos alquimistas em FMA. Agora vejamos o principal conceito que liga a filosofia grega com os alquimistas de FMA, em minha teoria:

Verdade

O que é verdade? Na época do surgimento da filosofia grega, aceitava-se como verdade o que a tradição, as autoridades e os deuses determinavam.

Ora, os primeiros filósofos buscaram um novo conceito de verdade – uma verdade bem fundamentada o suficiente para que ninguem pudesse refutá-la. Uma verdade que libertaria o povo da autoridade arbitrária dos deuses, reis, oligarcas e tiranos e  das profecias dos sacerdotes. Em FMA, boa parte das pesquisas dos alquimistas são uma busca infinita pela verdade.

A verdade procada na época teria de ser um conhecimento definitivo, necessário e absoluto. Para um conhecimento ter tais características, deveria abranger tudo o que existe no universo. Estamos falando, nesse caso, de um conhecimento universal. Essa verdade devia ser válida para todos, acima das particularidades, raças, nações e mitos regionais. Um conhecimento válido em todo lugar.

A mentalidade mítica imaginava imaginava que a qualquer momento poderiam surgir novos deuses, novos herois e, o que é pior. novos monstros com poderes sobre humanos. O homem vivia inseguro e temoroso da vida e da morte.

A filosofia grega, naquela época, veio para libertar o homem da insegurança e do temor; quem descobre a ordem universal não tem medo de nada, pois tudo estará previsto. Nem deuses poderiam contrariar a verdade total. Na série, em minha teoria inicial, isso explicaria as palavras de Ed no capítulo 1:

Ironicamente, apesar de não acreditarmos em Deus, somos nós alquimistas que, em alguns aspectos, estamos mais próximos de Deus…

Nessa parte, eu penso que ele pode se referir não a um deus propiamente dito, mas a alguma energia cósmica mantendo o equilibrio do universo. Enfim, continuando…

Em tese, os alquimistas da série formulam interpretações da realidade cuja fundamentação está na tradição e/ou na conformidade com os dizeres místicos dos deuses. Suas interpretações são fundamentadas na verdade argumentada da razão. Isto é filosofia, nascida da convicção de que existem verdades humanas acima das críticas sacerdotais. Por causa disso algumas pessoas dizem que conhecimento leva ao ateísmo. Eu sinceramente acredito nessa possibilidade U.U

~ por E.L.D em 22 de Abril de 2010.

Uma resposta to “Desvendando a filosofia dos alquimistas #2”

  1. Há pessoas e pessoas, assim como há religiões e religiões.
    A pessoa que passa a adquirir muito conhecimento e devido a isso se torna ateu, não tem uma crença bem fundada. A religião, seja qual for, não deve ser cega e deve acompanhar as descobertas científicas. E vice- versa.
    Bom post. =)

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